O Charlie Brown Jr. é uma banda veterana, com mais de 15 anos. Você não se sente um tiozão na frente de toda a molecada?
CHORÃO - Não, não me sinto, pelo contrário. Me sinto, sim, privilegiado de poder fazer o que gosto, da maneira que quero e não acho que tenho que me sentir mal por ser analisado e julgado por pessoas preconceituosas que se sentem mal ao verem um cara com a minha idade independente, bem sucedido e fazendo o que gosta. Espírito jovem é ter a mente aberta, não tem nada a ver com idade.
Sua imagem ficou ligada a de um brigão por fatos do passado Como você encara essas críticas?
CHORÃO - Encaro de forma natural, pois infelizmente é da natureza humana especular e falar insistentemente a respeito de coisas negativas, ao invés de fatos positivos. Por exemplo, o fato de eu já ter ganhado um Grammy, de ter escrito e produzido um filme e sua trilha sonora - e os mesmos terem sido premiados pelo festival da Fiesp -, do pavilhão que o hospital do câncer de Barretos construiu com recursos arrecadados com shows do Charlie Brow Jr. (ao longo de mais de cinco anos) - que leva o nome do meu pai. No meio disso tudo, pra quem sabe realmente quem eu sou e o que é o Charlie Brown, essas críticas perdem a relevância.
Existe vantagem em ser o dono da própria banda?
CHORÃO - A vantagem é poder decidir que rumo tomar e a desvantagem é ter de arcar com todas as despesas, que são muitas
Você sente falta dos integrantes que passaram pelo Charlie Brown durante todos esses anos?
CHORÃO -Todos os ex-integrantes tiveram a sua importância na história da banda, mas vivo no presente, em direção ao futuro.
Como foi a experiência de escrever um filme? Mais uma vez, boa parte da imprensa o criticou.
CHORÃO - A experiência de escrever um filme foi fascinante e muito enriquecedora. Conheci e trabalhei com muita gente legal e importante. Foram meio milhão de expectadores no cinema, o filme ficou entre as 10 bilheterias do ano, fomos premiados em vários festivais. Agora, para todos que criticaram o filme, só o que posso dizer é que antes do terceiro e do quarto só me resta fazer o segundo.
Há alguma coisa que você se arrependa em todos esses anos de banda?
CHORÃO - Sim, todo mundo tem, não é? Nem por isso sou obrigado a dizer.
Quais são os próximos passos do Charlie Brown?
CHORÃO - Um deles é já desenvolver a trilha sonora do meu próximo filme "O Cobrador" ,e também gravar um álbum ao vivo no final do ano.
Quais os sons que mais tocam no seu iPod?
CHORÃO - Escuto de tudo um pouco, mas no momento tenho ouvido muito as bandas Relatos de uma Invasão, Adão Negro e Ponto de Equilíbrio.
Seu filho gosta de música, cinema? Ou prefere o skate?
CHORÃO - Meu filho atualmente está estudando e paralelamente também fazendo um curso de cinema. Acho que o caminho dele pode ser por aí e fico muito feliz com isso.
As músicas do Charlie Brown têm a função de educar?
CHORÃO - Música não cumpre o papel do pai e da mãe e nem a função do Estado de educar seus cidadãos. Acima de tudo, música pra mim é diversão e entretenimento. Mas se as minhas letras conseguem exercer uma influência positiva na galera, fico muito contente.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
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